Correios: terceirizados dizem que tiveram contratos suspensos e salários não foram pagos

Os terceirizados foram contratados para agilizar as entregas.

Os terceirizados foram contratados para agilizar as entregas.

Consumidores têm ido buscar encomendas em centros de distribuição Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo
Em meio a constantes reclamações da população sobre atrasos nas entregas de correspondências e encomendas no Rio de Janeiro, terceirizados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos denunciaram ao jornal "Bom dia Rio", da Globo, que foram dispensados do trabalho e não tiveram os salários pagos. A contratação de 2 mil terceirizados fazia parte de um plano de ação da empresa pública para lidar com a sobrecarga neste momento de pandemia. Por conta da chegada do novo coronavírus ao Brasil, as compras online aumentaram e muitos funcionários do quadro, do grupo de risco ou que moram com pessoas nessas condições, tiveram que ser afastados da atuação.

Em junho, o EXTRA publicou um levantamento feito pelo Procon RJ sobre queixas referentes aos Correios. De 16 de março, quando começaram a valer as primeiras medidas de isolamento tomadas pelos governos, até o dia 9, tinham sido registradas 518 reclamações e denúncias. A alta era de 339% em comparação aos dados do mesmo período do ano passado (188).

Na ocasião, a empresa de entregas relatou que o plano de ação montado para melhorar os serviços começaria a surtir efeito na segunda quinzena. No entanto, um mês depois, um terceirizado contou à reportagem do "Bom dia Rio": "Na entrevista, eles falaram que era contrato de três meses, podendo se estender por mais três. Ou seja, fui mandado embora com menos de um mês de trabalho. Esto esperando agora o dinheiro bater na conta e nada". Outro complementou: "Querem que as pessoas assoinem autorizando a quebra de contrato por um mês qe é para eles não pagarem a multa".

Procurada, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos alegou que a responsabilidade do recrutamento ao pagamento dos prestadores de serviço é de responsabilidade da empresa especializada, Goiás Business Consultoria e Serviços Ltda., contratada através de processo licitatório que ocorreu em junho. E afirmou que abrirá "processo administrativo interno para apurar eventuais descumprimentos por parte da empresa contratada".

Em relação às entregas, a nota posicionou que "já é possível observar uma nítida melhora dos serviços dos Correios nas regiões da Zona Oeste (Campo Grande, Costa Verde, entorno de Bangu), Baixada Fluminense, Região Serrana, Sul Fluminense, Norte e Noroeste do Estado. Nas regiões de Bangu, Laranjeiras, Copacabana, São Cristóvão, Nova Iguaçu, Penha e Jacarepaguá, o volume da carga já foi regularizado e o fluxo está em dia".

A Goiás Business Consultoria e Serviços Ltda. informou que está apurando o que foi denunciado sobre pagamentos. "No entanto, reforçamos que cumprimos fielmente a legislação e que todos os pagamentos previstos em contrato de trabalho são respeitados. Sobre as demissões e gestão de contratações seguimos as orientações do tomador de Serviço (ECT), realizando contratações e desligamentos mediante a solicitação da tomadora", complementou. As informações são do Extra.

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