A importância econômica dos serviços dos Correios

Texto de Marcos César Aves Silva, Administrador Postal Sênior.

Texto de Marcos César Aves Silva, Administrador Postal Sênior.

Foto: Reprodução
Há inúmeras razões que desaconselham ou tornam extremamente complexa uma eventual privatização dos Correios. Nesta matéria, abordaremos uma delas: a importância econômica dos serviços dos Correios para as pessoas, empresas e governos.

Milhares de empresas que operam vendas por comércio eletrônico só podem atuar a partir da utilização da infraestrutura de logística oferecida pelos Correios, ou, no mínimo, dependem em grande parte dessa infraestrutura. Não fossem os serviços oferecidos pelos Correios, tais empresas não teriam como enviar suas remessas para inúmeros destinos não cobertos por outras empresas de logística/transporte ou então estariam sujeitas ao pagamento de fretes proibitivos, o que também acabaria inviabilizando sua atuação.

Assim, do cidadão que se transforma em consumidor, ao adquirir produtos por comércio eletrônico, às empresas que vendem seus produtos por essa via, passando pelas próprias transportadoras, que utilizam complementarmente os serviços dos Correios para atender de forma plena seus clientes, e pelos governos, que podem usar as agências dos Correios como guichês avançados de seus serviços, todos são beneficiados pela possibilidade de utilização da infraestrutura da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Ao cogitar na privatização dos Correios, o que introduzirá variáveis que podem mudar radicalmente a atuação da Empresa, o Governo Federal coloca desnecessariamente em risco o equilíbrio econômico de todo esse ecossistema, que vai muito bem obrigado, tornando melhor a vida dos brasileiros e fortalecendo cada vez mais as empresas.

No Brasil, os Correios, diferentemente de outras organizações, não são um peso para os cidadãos e para as empresas, mas sim uma alavanca, uma infraestrutura pronta para ser utilizada por todos, se assim quiserem, já que a concorrência está livre para atuar no principal segmento, que é o de encomendas. E os Correios podem continuar assim, sem onerar o Estado ou os cidadãos, ajudando as empresas brasileiras a continuarem crescendo, tanto em âmbito nacional quanto internacional, e apoiando os governos, na prestação de serviços presenciais.

Essa é apenas uma das inúmeras razões que desaconselham uma eventual privatização dos Correios. Por Marcos César Aves Silva, Administrador Postal Sênior.

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