Funcionários dos Correios do CDD Resende entram em greve

Eles reivindicam melhores condições de trabalho

Eles reivindicam melhores condições de trabalho

Os carteiros estão em greve em busca de melhores condições de trabalho e mais profissionais - Foto: Idelfonso Pinheiro
Os Funcionários do Centro de Distribuição Domiciliária de Resende estão em greve, paralisação prevista para encerrar somente na segunda-feira, dia 18. Nesta quarta-feira, dia 13, os funcionários realizaram um ato com o apoio de representantes regionais do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) comunicando a greve que tem como principal reivindicação obter melhores condições de trabalho na unidade de Resende, além de receber o reforço de mais profissionais para integrar o quadro de funcionários. Segundo eles, devido aos poucos trabalhadores, o atraso nas entregas gera intervalos de até dois meses, o que os tornam alvo de críticas da população.

Resende conta com 22 funcionários no setor de distribuição de correspondências, o que seria insuficiente segundo os trabalhadores que reclamam da alta demanda regional. A Agência dos Correios de Resende é responsável ainda pelas cidades de Itatiaia e Porto Real, segundo o Sintect-RJ, a unidade precisaria de contar com o total de 49 funcionários e instalações amplas para comportar a remessa de encomendas e também permitir que os profissionais despachem com agilidade. Para as entregas, os carteiros pedem mais veículos e a reforma dos existentes, como carros e bicicletas.

A categoria reitera que a greve não tem qualquer relação com direitos trabalhistas como salário e benefício, mas sim o pedido de que os Correios contratem mais profissionais e transfira a unidade de Resende para outro imóvel, condizente com a alta demanda de correspondências. “A região cresceu e o total de carteiros só reduz, principalmente pela aposentadoria voluntária dos mais antigos, e a unidade é pequena para concentrar tantas correspondências, encomendas. Em dias de chuvas é preciso paralisar tudo e proteger as correspondências. Produtos do sedex ficam no chão, o profissional seleciona tendo de se abaixar, arrumar, enfim. A categoria pede melhorias urgente, principalmente mais mão-de-obra”, frisa Esmeralci Silva, diretor do Sintect no Sul Fluminense.

Atualmente, o único serviço em atividade na unidade de Resende é a distribuição de mercadorias postadas via Sedex, ainda assim dos remetentes do estado do Rio de Janeiro, pois as oriundas de outros estados não são remetidas para a unidade que não tem espaço físico para armazenar, segundo o sindicato.

O prazo do dia 18 foi estipulado pela categoria mediante a previsão da direção geral dos Correios em tentar atender o apelo da categoria parcialmente, e alocar nove carteiros terceirizados para a unidade. A categoria negocia, ainda, por intermédio do Sintect, que a direção dos Correios não abatam das férias dos grevistas os dias paralisados. Durante a greve, a retirada de correspondência do Sedex ocorre na sede da Agência Resende, de segunda a sexta-feira, entre 13h e 17h. As informações são do Jornal A Voz da Cidade.

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