Funcionários dos Correios em MT pedem a suspensão das entregas por segurança

Trabalhadores querem que empresa mantenha apenas a entrega de remédios e outros insumos indispensáveis para a Saúde

Foto: Reprodução
Os Correios é foco de proliferação do novo Coronavírus e se constitui numa grave ameaça para os trabalhadores bem como para o público que utiliza dos serviços da empresa. O alerta é do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Mato Grosso (Sintect-MT), Edimar Leite. Os trabalhadores querem que o governo feche os Correios, suspenda os serviços mantendo apenas a entrega de remédios e outros insumos indispensáveis para a Saúde.

Segundo o presidente do Sindicato, se se atentar para uma das recomendações da OMS que é o de evitar aglomeração podes afirmar sem dúvidas, que, nesse momento, os Correios é um foco de transmissão. "Os Correios não é, repetimos, nesse momento, um serviço essencial como a Saúde, por exemplo" destacou ele.

Edimar disse que para entender essa afirmação vale informar que as atividades dos trabalhadores dos Correios são realizadas em aglomerações. "Seja nas agências, nos centros de tratamentos de cartas e encomendas, nos centros administrativos, nos centros de distribuição onde os carteiros ficam um longo período aglomerados e depois saem para as ruas", observou.

Para Edimar só há uma medida para conter a disseminação do vírus em Mato Grosso bem como proteger trabalhadores e familiares e respeitar à sociedade nesse momento grave e de calamidade: "a suspensão dos serviços e manutenção apenas do serviço essencial como o de entrega de remédios e outros insumos".

Segundo o sindicalista, manter os Correios funcionando para a entrega de cartas e mercadorias que não sejam essenciais significa "colocar o trabalhador e a população em risco".

Os carteiros são os mais vulneráveis, pois lidam diretamente com as pessoas nas ruas. Os atendentes continuam nos postos manuseando dinheiro além das mercadorias que chegam de outros estados e países.

O presidente do Sintect-MT informou ainda que os trabalhadores em todos os setores da empresa correm risco de contrair o vírus. Um exemplo, segundo ele, são as mercadorias que chegam de fora do estado para os clientes da capital e interior que são focos de contaminação para os trabalhadores e população, já que não há condições para realizar a higienização destes itens que vêm de outros lugares do Brasil e vários países.

O temor é de que a doença chegue à empresa a exemplo do que já acontece em outros estados. Dados apontam que há registros de dez casos de empregados com suspeitas de contaminação pelo novo coronavírus no Distrito Federal. Segundo a empresa, sete casos foram detectados no prédio da superintendência regional de Brasília e três, na sede da estatal. Os trabalhadores estão desguarnecidos do vírus.

De acordo com Edimar Leite, os trabalhadores não têm as mínimas condições de trabalho. "Estamos todos com muito medo", disse. A empresa pode alegar que está tomando medidas, que afastou o grupo de risco, mas só isso não é suficiente. Os demais trabalhadores ficaram à mercê da doença.

Na semana passada foi liberada uma verba insuficiente para comprar álcool em gel e papel toalha. "Não se fala nem em luvas e máscaras" salientou Edimar acrescentando que o sucateamento das agências, nos últimos anos, mostra, neste momento, sua cara de maneira perversa na capital e no interior. "Tem unidades do interior que não tem material de limpeza, não tem sabonete e nem água para beber; na capital tem unidade que não dispõe de copo descartável". Com informações do site RDNews.

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