O lugar dos Correios é no coração dos brasileiros

Opinião de Marcos César Alves Silva, membro do Conselho de Administração eleito pelos trabalhadores

Opinião de Marcos César Alves Silva, membro do Conselho de Administração eleito pelos trabalhadores

Nos últimos dias diversas matérias reportaram problemas relacionados à Empresa. Quase todas concluíam a matéria, de forma rasa, com a observação de que a privatização seria a solução, ignorando a história de bons serviços e de sucesso que a Empresa ostentou por muitos anos, nos quais ela sempre foi pública.

Hoje a matéria nesse sentido foi trazido pela Revista Veja. Nesse caso, postamos um comentário que transcrevemos a seguir, para ilustrar o que pensamos a esse respeito. Até o momento em que conferimos pela última vez, o comentário não havia ainda sido divulgado pela revista.

"Será que a privatização é mesmo a única ou a melhor saída para os Correios? Será que não seria possível profissionalizar a gestão, mantendo a natureza pública dos Correios, já que a estatal desempenha atividade típica de serviço público?

Ou será que no Brasil, mesmo com os avanços institucionais já ocorridos, como a Lei nº 13.303/2016, nunca teremos estatais bem geridas, sem interferências políticas?

Os Correios são uma das maiores empresas logísticas da América Latina, possuem uma infraestrutura consolidada cobrindo todo o País, serviços líderes de mercado desde sua criação, como o SEDEX, uma história de sucesso e de realizações que atesta a capacidade da organização de entregar valor para a sociedade e para os clientes. O resgate dessa história não depende da natureza da Empresa – pública ou privada, mas sim de uma gestão profissionalizada, do topo à base.

O lugar dos Correios é no coração dos brasileiros, entre a família e os bombeiros, compondo as três instituições mais admiradas pela população do país. E quem a administra, seja pública ou privada, deve saber que terá a imensa responsabilidade de recolocá-la aí e manter essa posição.  Deve saber que é uma instituição que tem um papel extremamente relevante a desempenhar, constituindo uma plataforma de comunicações, logística e serviços capaz de alavancar o desenvolvimento das empresas brasileiras, levando-as, inclusive, para o exterior.

Para isso tudo, a estatal tem que funcionar bem e ser muito bem dirigida. Tem que voltar a ser o ícone de qualidade que já foi, mesmo sendo pública. Tem que voltar a ser motivo de orgulho dos brasileiros e não de crítica ou de chacota."

Não dá para ser menos que isso! Por Marcos César Alves Silva, membro do Conselho de Administração eleito pelos trabalhadores.

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